terça-feira, 22 de novembro de 2011

Noites goianas (por eu, para eu)


Quero voar com minhas próprias asas, mas pra isso preciso reconstruir as asas que se quebraram no trajeto que fiz ate agora...
Noites em claros eu passei. Chuvas, raios, trovões e tempestades eu vivi. Nas noites em claros aprendi a escrever, as chuvas me regaram e me deram força para crescer, com os raios, depois dos sustos, aprendi e percebi que eles iluminavam e davam brilho para minhas noites quando a lua se ausentava, os trovões apuravam meus ouvidos para tudo que era necessário e belo.
E a tempestade? Ahhh, a tempestade, essa sim... Tinha tudo reunido num único momento, situação difícil, pavorosa, intimidadora e até mesmo depressiva para muitos, mas para mim... As tempestades passaram a ser linhas,  agulhas, retalhos e ate mesmo soldas, para que eu pudesse arrumar minhas asas quebradas e pudesse voltar a voar e dessa vez, levar meu amor comigo, para um lugar belo, sereno, harmonioso e muito acolhedor, cercado de bons espíritos e pessoas que tem a missão de proliferar o amor e a paz.




Amaury Neto.
21/11/2011.
CEGAL.

Um comentário:

  1. Belo, sensível e belo! A tempestade é isso mesmo, o sentido é esse!

    Manoel

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